O ministro, na última quinta-feira lembrou novamente da exemplar submissão de Jesus em sua hora mais crítica: a dor no Getsêmani. Depois disso, cruz. Depois da cruz, ressurreição; e depois da ressurreição, glória pura! Essa seqüência nos é proposta naturalmente quando em I Pd 5:6 é dito: “humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus para que em tempo oportuno Ele vos exalte”. Também foi citado Ef 2:19-22 que afirma que estamos crescendo e sendo ajustados sobre firme fundamento, “edificados para habitação de Deus no Espírito”.
Como não se põe remendo novo em odres velhos, também não podemos edificar nada novo sobre fundamento fraco ou corroído. Por isso Deus nos conduz pelos caminhos da cruz: para removermos em nós tudo que possa comprometer a estrutura que Ele quer levantar. Por exemplo: quando Deus abate nosso orgulho, não é para a destruição, mas sim para que a gente se torne mais apto a lidar com coisas elevadas e ainda mais excelentes sem que haja embaraço ou apego. Já Satanás, quando nos infla o orgulho é para nos destruir. Submissão aponta para cima, para o alto, para o céu (crescimento & edificação). Rebelião aponta para baixo, para o que é inferior, para terra e para o inferno (destruição).
Ouvi certa vez que a escada da humilhação “em Deus” tem um eixo central: quanto mais descemos em humilhação, tanto mais, Deus, num único giro pode nos elevar até onde Ele quiser, autenticando qualquer crescimento, excelência ou prosperidade. Essa verdade vale prá indivíduos e igrejas. O dono da Sony foi perguntado sobre como uma empresa japonesa se levantou após a 2ª guerra e se tornou um gigante no mercado. Ele respondeu: “somos japoneses e aprendemos a lição da força do mar: a água das ondas que quebram na beira do mar é a mesma água que move o coração dos oceanos e jamais verá a praia; mas é tudo água”. A igreja de Cristo precisa compreender uma verdade assim!
Neste quase fim de campanha, andei pensando: “que prêmio as pessoas podem estar procurando nestas quintas-feiras?”. Pode ser que bênçãos incontáveis batam à nossa porta, mudando nossa vida familiar, profissional, etc. Mas imagino que a maior benção será ver a igreja de Cristo, forte, sólida, crescendo em todas as suas dimensões.
Pr. Marcello